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Jan 19

Nestes dias de descanso na casa dos meus pais, li um artigo muito interessante sobre pequenas atitudes para preservar a boa saúde das nossas famílias. A repórter Rita Trevisan entrevistou o biomédico Roberto Figueiredo (o Dr Bactéria) sobre os microorganismos presentes em nossos lares. Na hora pensei no quanto nos expomos a eles nesta época em que viajamos para casas de praia ou de campo (nossas ou alugadas, mas que não estão sob nossos cuidados o ano todo), tanto quanto para hoteis e pousadas. Vejam como os inimigos minúsculos podem nos fazer mal:
Segundo o expert em higiene, todo o cuidado com os microorganismos (que vivem em nossa casa) é pouco. Vejam as sugestões dele para nos protegermos:
Não lavar regularmente cortinas e tapetes: ambientes propícios para o acúmulo de sujeira, possibilitando o crescimento e a multiplicação dos ácaros. A dica é manter a casa arejada e, se possível, lave tapetes e cortinas mensalmente – eles devem ser lavados, no máximo, a cada 3 meses
Usar por muito tempo travesseiros, edredons e cobertores: 20 a 25% do peso de um travesseiro com mais de dois anos de uso é formado por ácaros vivos e mortos e pelas fezes desses micro-organismos, que se acumulam lá. Por isso, quem tem alergia ou problemas respiratórios normalmente já acorda mal, espirrando ou com coceira no nariz. Edredons e cobertores podem ser alvo de fungos e bactérias. Cerca de 80% da poeira doméstica é composta pela descamação da pele humana, resíduos que se acumulam com facilidade nos tecidos e servem de alimento aos micro-organismos. A dica é deixar o quarto o mais arejado possível durante o dia e trocar os travesseiros a cada 2 anos, prefirindo os modelos de látex aos de pena de ganso. Lençóis, cobertores e edredons devem ser lavados semanalmente.
Errar na limpeza do chão: quem usa aspirador, deve lembrar que deve ser limpo e trocado no prazo indicado pelo fabricante ou devolverá a sujeira ao ambiente, o pó se deposita de novo no solo. E quem passa pano no chão deve lembrar que existe o risco de infecção pelo uso inadequado de panos de chão embebidos em substâncias como detergente, sabão em pó, desinfetante e água sanitária. A dica dos especialistas é limpar o filtro depois do uso e trocá-lo sempre que necessário. Depois de aspirar ou varrer os cômodos, o ideal é complementar a limpeza com um pano úmido: primeiro um pano molhado em uma solução de água e detergente, enxágue com pano úmido e em outro balde misture 2 colheres (sopa) de água sanitária com 1 litro de água, usando a substância para passe no chão e deixá-lo secar sem enxaguar – assim é que as bactérias serão eliminadas ;)
Vale evitar também algumas “manias” como apertar a descarga com a tampa do vaso aberta – as bactérias que sobem com a pressão da água podem ficar rodando no banheiro por até duas horas, contaminando toalhas e até a escova de dentes, se ela estiver próxima, sobre a pia. E ainda no banheiro, todo cuidado com as esponjas de banho, que devem ser bem limpas e mantidas secas depois de usadas, e com as toalhas de rosto, que se deixadas “no uso” com muita umidade poderão ser um prato cheio para proliferação de bactérias. ;)
São dicas simples que podem nos ajudar muito a evitar aquelas idas cansativas ao pronto socorro com as crianças, não é mesmo?

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